Uso de drones e veículos autônomos na logística: Quando será realidade no Brasil?

A tecnologia está cada vez mais avançada e com o avanço entra novas oportunidades de crescimento em qualquer âmbito social, mas principalmente no mercado de trabalho. No Brasil nunca estivemos tão próximo de uma realidade diferente do que esperávamos anos atrás, como a tecnologia e a logística andam de mãos dadas no Comércio Exterior é importante sempre nos atualizarmos sobre possíveis mudanças. Seja sua empresa afetada diretamente ou indiretamente pelos avanços tecnológicos a mudança é certa e inevitável, por isso, a Correia trás informações relacionadas ao debate que poderá mudar o cenário logístico no Brasil.


Estamos vivendo a Era da Tecnologia de acordo com cientistas e especialistas, o que acaba influenciando em nosso cotidiano como funcionário mas principalmente as empresas que precisam se adequar a um novo estilo de trabalho e até etapas que não existem ou não funcionam mais da mesma forma. A chegada de sistemas de rastreamentos de cargas em tempo real, softwares de gestão e de frotas revolucionaram a forma como mercadorias circulam dentro de um espaço geográfico, seja cidade, estado, país ou continente. Agora, os próximos passos envolvem automação de processos físicos, com máquinas inteligentes assumindo funções que antes dependiam exclusivamente de operadores humanos. Isso não significa substituição, mas sim transformação do mercado de trabalho, que passa a exigir novas qualificações e habilidades.

No mundo, grandes empresas de e-commerce já realizam testes e operações com drones para entregas rápidas. No Brasil, apesar de limitações regulatórias, essa tecnologia já vem sendo usada em áreas específicas:

  • Monitoramento de estoques em grandes armazéns;
  • Contagem de inventário em tempo real;
  • Transporte de pequenas cargas em trajetos curtos, especialmente em áreas rurais ou de difícil acesso.

O Brasil depende do rodoviário?

De acordo com dados, o Brasil tem cerca 1,8 milhão de quilômetros de estradas e isso é só um dos motivos para o transporte rodoviário ser tão grande na logística nacional. Mais da metade de cargas transitadas pelo Brasil, 65% sendo específico, é transitada pelas rodovias/estradas do nosso país. Todos esses dados parecem promissores já que cada ano que passa é investido cada vez mais em logística no Brasil, porém nossa dependência no rodoviário é uma das principais fraquezas no Comércio Exterior. Um dos maiores exemplo disso é que caso os caminhoneiros decidam fazer uma greve novamente, como a última feita em 21 de maio de 2018 – 1 de junho de 2018, o Brasil irá parar novamente e não só parar como todos os comércios irão parar junto. A Crise do Diesel em 2018 é o exemplo de como a dependência no rodoviário pode sim afetar o Brasil economicamente, e sabendo disso, o governo começou a ampliar mais sua visão de comércio e podemos ver cada vez mais o investimento em Portos crescendo.

Porém, como nada é estável sempre, um novo mercado crescente em outros países percebeu a chance de crescer na América Latina, mais especificamente no transporte rodoviário brasileiro: Os veículos autônomos. No Brasil, caminhões sem motorista já estão sendo testados em ambientes controlados, como portos, fazendas e centros logísticos. Isso porque nesses locais há menos variáveis, como trânsito urbano ou pedestres, tornando a operação mais segura. Empresas como Mercedes-Benz, Volkswagen e Lume Robotics já investem pesado nessa área, e estima-se que em poucos anos seja comum vermos veículos autônomos em operações internas de grandes empresas. No médio prazo, esse avanço pode chegar também ao transporte rodoviário de cargas.

Toda inovação traz consigo desafios e oportunidades. Para as empresas brasileiras, os principais pontos de atenção são:

  • Capacitação profissional: preparar equipes para lidar com novas tecnologias será essencial;
  • Adaptação de processos: empresas que se anteciparem às mudanças terão vantagem competitiva;
  • Segurança e regulamentação: acompanhar as novas normas será vital para operar dentro da lei e com eficiência;
  • Competitividade global: empresas que adotarem essas soluções podem ganhar espaço no mercado internacional.

A tecnologia e a logística andam lado a lado, especialmente no Comércio Exterior, onde a eficiência é determinante para a competitividade. Seja sua empresa afetada direta ou indiretamente, a mudança é inevitável.Cabe às organizações enxergarem os avanços não como ameaça, mas como uma oportunidade de crescimento. Afinal, os drones e veículos autônomos não são mais apenas ideias do futuro são ferramentas que, em pouco tempo, podem transformar radicalmente o cenário logístico no Brasil.


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