O comércio exterior girou em torno de 600 bilhões de reais, apenas em 2024, a capital da logística portuária no Brasil é uma das maiores que temos na América Latina e isso não é âmbito de comércio exterior, mas também turístico por conta das temporadas de cruzeiros que temos durante o ano e que traz uma boa parte do lucro. Pensando nisso, temos que ter em mente que, o comércio exterior está passando por mudanças e não só no Brasil, mas no mundo. A forma como nos comunicamos comercialmente mudou radicalmente pela tecnologia, hoje em dia temos cada vez mais o pensamento de que a otimização é o segredo da logística. Grandes demandas exigem cada vez mais agilidade e eficiência, por isso, as tendências do mercado giram em torno disso.

As tendências do mercado.
Alguns estudos da OMC (Organização Mundial do Comércio) foram publicados e neles continham informações sobre como a situação global está afetando o comércio exterior, não só pelos conflitos no Oriente Médio mas principalmente por toda a situação da Europa. Cada vez mais vemos a Ásia ficando no centro de tudo isso, com as maiores exportações de eletrônicos e automotivos, ela se destaca cada vez mais por sua forma de gestão e isso influencia diretamente como outros países se relacionam com a China, principal exportadora do mundo.
Em 2024, além da China, tivemos outros dois parceiros comerciais que mais contribuíram para as importações e exportações do Brasil, que foram Estados Unidos e Argentina que juntos lideram a corrente do comércio nacional. Essa tendência mudou bastante, dada os últimos acontecimentos que perpetuaram entre China e Estados Unidos e que ainda estão acontecendo. As duas maiores potências do mundo mudaram o comércio exterior em 2025, não estamos mais na mesma página e o cenário chega a ser um pouco assustador com o que o futuro nos reserva na economia. Porém, mesmo, depois de todos esses acontecimentos ainda estamos falando de inovação e tecnologia. A globalização do comércio exterior influencia cada vez mais a forma como enxergamos outros países comercialmente, a guerra comercial entre China e Estados Unidos só fez outros países perceberem que precisam criar laços comerciais com outros países. Os Estados Unidos são o principal motor do mundo e foi considerada a maior economia durante anos, as principais exportações latino-americanas tem como objetivo final, os Estados Unidos e isso foi se desenvolvendo, até chegarmos nos dias atuais e a globalização ser o primeiro passado de independência para países menores que são dependentes comercialmente dos EUA.
Dado todo o histórico do primeiro semestre de 2025, o comércio exterior que até então haviam tendências planejadas para este ano acabou sendo bombardeado de surpresas. Nesse momento, a China continua sendo o maior parceiro comercial do Brasil, o Brasil está cada vez mais exportando commodities (grãos, petróleo, itens básicos que tem uma demanda mundial gigantesca) e nossa maior tendência é dobrar esses números no segundo semestre de 2025.
As tendências do comércio exterior no Brasil se movem com os passos da China, cada vez mais a China vem investido pesado nos portos brasileiros e seu desenvolvimento. Como a maior parceira atualmente, podemos ver como tem colocado cada vez mais ênfase na automação aduaneira e isso tem chamado atenção de vários países mas sim como um alerta, já que a China está cada vez maior no comércio exterior e isso coloca em risco a crescente dos EUA, por exemplo e afeta a Europa. Já que até então, a Europa era uma das potências em relação a tecnologia avançada e hoje está perdendo mercado para a Ásia.
O Brasil e suas tendências comerciais.
O comércio exterior brasileiro está cada vez maior e com mais destaque globalmente, seja por suas exportações de commodities, ou pelos investimentos colocados nos modais atualmente. O projeto Túnel Guarujá-Santos é um dos vários investimentos e esforços feito pelo governo para abrir ainda mais o leque possível e o crescimento do Brasil dentro do comércio global. Podemos ser um dos países mais importantes para a exportação de commodities, mas ao que tudo indica, a tendência é a automação e tecnologia dos portos brasileiros serem capazes de muito mais.
A maior crescente no comércio nacional e global também, é o padrão da ESG (Environmental, Social and Governance) que está cada vez mais presente nos portos brasileiros e internacionais, sendo o maior motivador a sustentabilidade de forma prática. É uma regulamentação que traz a importância da responsabilidade comercial dos países e está ficando cada vez mais presente na forma do mercado trabalhar. A sustentabilidade é um dos assuntos mais comentados quando falamos sobre comércio exterior, já que hoje em dia, as empresas não separam essas duas coisas e sim veem a sustentabilidade como forma de otimizar e automatizar seus serviços.
As tendências para o comércio exterior acabaram sendo mudadas e adaptadas conforme todos os acontecimentos de 2025, o segundo semestre do ano já começou e podemos esperar que muita coisa mude na nossa forma de se comunicar comercialmente e pode ser que, até lá podemos ver a IA (inteligência artificial) se fundindo ainda mais com a logística. Iremos ter que esperar para saber o que irá acontecer e se os números obtidos no começo de 2025 irão dobrar, ou irão diminuir por outras circunstâncias. Ainda estamos em um cenário bem instável dada a todos os conflitos presentes no mundo atualmente, então mesmo que coloquemos todas as tendências possíveis e presentes, nada irá confirmar de fato como irá finalizar o ano de 2025.
