Transporte de cargas perigosas: Riscos e cuidados.

Nos últimos 4 anos o Brasil tem tido uma alta na transportação de cargas perigosas, o que tem influenciado em muitos acidentes de estrada que resultam em vitimas fatais. Em 2021 os números se elevaram, de 939 acidentes com cargas perigosas para 1.095, resultado de uma crescente de transportações que podem ser danosas tanto para quem transporta quanto para quem está ao redor.

A forma como podemos identificar essas cargas específicas é bem visual e prático, isso se dá porque quando precisamos saber qual o tipo de carga está sendo transportada é necessário ser na parte externa do armazenamento. Ou seja, temos diversas formas de identificação, seja para corrosivos, explosivos, etc. Alguns exemplos são:

Gás Oxidante.

Os gases oxidantes não são inflamáveis por si só, mas alimentam a combustão. Isso significa que, em contato com materiais inflamáveis, podem provocar ou agravar incêndios e explosões. Exemplos comuns: oxigênio comprimido, óxido nitroso e fluoreto de oxigênio. Por isso, afastamento de inflamáveis, inspeção rigorosa e sinalização correta são as chaves para o transporte seguro

Ele também pode ser identificado como a Classe 2, classificado pela ONU como gases.

Os cuidados são de extrema importância, já que a colisão ou queda do veículo que irá transportar esta carga precisa sempre ser inspecionado, com o CIPP (Certificado de Inspeção para Produtos Perigosos). Os cilindros devem estar na posição dita pelo próprio fabricante, essencial ter um kit de emergência e EPI’s disponiveis.

Líquido inflamável.

Diferente do gás, o líquido inflamável é diferente em sua composição, obviamente, logo os cuidados para serem tomados eram divergentes. O maior risco no transporte de líquidos inflamáveis é o vazamento associado a ignição. Por isso é necessário usar sempre embalagens homologadas (Inmetro/ONU), nunca misturar dois líquidos diferentes em um mesmo tanque, os riscos de combustão é grande.

Ele também é classificado como Classe 3, identificado pela ONU como líquido inflamável.

O uso de EPI’s é primordial, junto com um plano de emergência para caso haja a necessidade para tal.

Perigoso quando molhado.

Esta classificação é composta pela mesma ideia da Classe 3, líquido inflamável, porém é um pouco mais especifica de acordo com as cargas sujeitas a essa periculosidade. É classificado como “perigoso quando molhado” toda carga que por um fator externo, entra em combustão. Alguns exemplos seriam: carbeto de cálcio, sódio metálico, potássio, fósforo.

Classificado como Classe 4 — Sólidos inflamáveis, porém essa classificação especifica se encontra no 4.3 —Substâncias que em contato com água emitem gases inflamáveis.

Os riscos são mais danosos já que essa carga em si pode entrar em combustão de formas mais “comuns”, por exemplo, pela umidade/ar. Podendo possibilitar uma série de acidentes, além de que existe também, a possibilidade de liberar substâncias corrosivas e que prejudicam solo e água. Por isso é de extrema importância entender que o abandono da área logo após um acidente é crucial para a sobrevivência dos envolvidos. Kit de emergência sem uso de água, apenas materiais inertes (areia seca, terra, absorventes específicos). Jamais usar água para conter incêndio ou vazamento, pois a combustão seria maior!

Explosivo.

Os explosivos são uma carga de combustão rápida, ou seja, entrando em contato com uma reação química o risco é uma explosão/incêndio quase que imediatamente. Os riscos são maiores já que com a explosão, os fragmentos desses materiais podem atingir pessoas mesmo em uma longa distância e acaba causando mais vítimas em um possível acidente. Além disso, o risco de um incêndio secundário é real. Podendo até começar outro acidente indiretamente.

A classificação é Classe 1, identificado pela ONU como 1.2 – risco de projeção, sem explosão em massa.

Por ser uma carga de alta periculosidade e de combustão rápida, não é possível transportar qualquer produto inflamável ou sujeito a reação química. O condutor que transportar cargas perigosas no geral precisa ter o curso MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), e um treinamento específico para carregamentos explosivos.

Além disso, é importante ter extintores específicos para cargas desse tipo, em caso de acidente precisa isolar a área de 500 a 1000m. Embalagens danificadas não podem ser transportadas e em um acidente, comunicar bombeiros, Exército e Polícia Rodoviária imediatamente. Explosivos (Classe 1) são os produtos mais críticos no transporte, pois qualquer erro pode gerar acidentes catastróficos.


Essas são só algumas das dezenas de cargas perigosas que temos na logística de transporte, lembrando que as legislações são bem explicativas sobre cada uma delas e sobre suas individualidades. Cada carga precisa ser conferida por especialistas, passar por inspeções. Hoje em dia são exigidos, por exemplo, CTPP, CIPP e CIV (certificados de inspeção), além de documentação sobre a carga.

Por isso é de extrema importância contratar transportadoras de confiança, que possam entregar essa carga de forma segura e respeitando as legislações. A Correia Transportes há mais de 50 anos trabalha de forma incansável e trazendo um dos melhores serviços da baixada santista, além de trabalhar com DTA, Cargas Perigosas e Cargas Excedentes, estamos sempre nos atualizando sobre seguros de transporte visando transportes e condutores seguros.


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