Robôs nos armazéns: O futuro do Picking e Packing.

Sabemos que a tecnologia está integrada basicamente em todos os âmbitos no nosso cotidiano e que isso afeta a forma como nos relacionamos, trabalhamos, e principalmente, vemos o mundo. Cada dia que passa encontramos uma nova evolução tecnológica e integramos mais ainda nossa rotina com essas inteligências, mas o principal motivo de tamanha rejeição pela sociedade para a evolução tecnológica nos últimos anos é, como ela afeta o mercado de trabalho. Estamos presenciando uma das fases mais importantes da história, desde a Revolução Industrial (1790-1840), a fase que os especialistas chamam de “4º Revolução Industrial”. Agora não estamos preocupados apenas com robôs “invadindo” nosso mercado de trabalho, mas sim como isso pode influenciar no futuro próximo, ainda vamos ter vagas de emprego? Como vamos nos adaptar a novas mudanças? Iremos conseguir voltar ao que era antes, caso algo dê errado?

A automação é um dos assuntos mais falados dentro do Comércio Exterior e está ficando cada vez mais recorrente devido a todo investimento feito pelas empresas que buscam cada vez mais automação, mais praticidade, mais eficiência com um “valor menor” pago já que uma máquina produz muito mais do que um ser humano e não precisa fazer pausas, ou ter folgas. Estamos em uma virada de chave universal, onde as empresas estão cada vez mais nessa corrida interminável de busca pela produção em massa cada vez maior e cada vez mais rápida.


Adaptação no mercado de trabalho.

As empresas não querem mais depender de vários funcionários para uma mesma função repetitiva, recentemente foi registrado que cerca de 69% das industrias brasileiras já inseriram tecnologia digital em sua rotina corporativa. Além de 78% já estarem investindo cada vez mais na automação de diversas áreas diferentes, mas principalmente na logística. São números grandes e preocupantes para servidores que trabalham com funções manuais, cada vez mais estamos nos preocupando sobre como iremos nos adaptarmos a um mercado que aparentemente recusa todos que não são preparados ou tem especializações nessa área.

No Brasil, podemos ver essa mudança de forma crescente nas corporações, seja portuárias ou não. Um exemplo de sucesso que temos é o Mercado Livre, instalou mais de 100 robôs “shelves-to-person” em Cajamar-SP, aumentando sua produção em até 20% e movimentando até 20.000 itens por dia e a construção da automação ainda está no início, já que pretendem aumentar esse número em quase 50%. A tendência da automação não é apenas nacional, é global, empresas como Amazon, Walmart, Apple e diversas outras já estão com cada vez mais robôs e inteligências artificiais em suas indústrias. Esse é apenas o começo de uma grande evolução que não podemos mais parar ou voltar atrás.

Independente se o Brasil está evoluindo em pequena escala, comparado a outros países mais desenvolvidos, estamos evoluindo tecnologicamente da mesma forma e isso trás certa insegurança visto que o mercado busca cada vez mais pessoas especializadas em áreas relacionadas a tecnologia e o ensino brasileiro não comporta tantos profissionais dessa área. A procura por profissionais qualificados é grande, porém como o mercado está em mudança constante (literalmente), temos mudanças semanais relacionadas a tecnologia, acaba sendo extremamente difícil para jovens que estão tentando entrar no mercado de trabalho e acabam não tendo as qualificações necessárias para grandes empresas.

Desemprego ou especialização?

A verdade é que essa pergunta não tem uma resposta, já que não temos a opção de ficarmos desempregados mas como disse anteriormente, estamos com o mercado de trabalho cada vez mais acirrado para quem busca oportunidades na área de tecnologia. Ou você nada de acordo com a maré, ou pode acabar se afogando.

O importante é buscar sempre se manter atualizado dentro da sua área, seja engenharia, TI, desenvolvedor de sistemas, etc. Quanto mais entramos na era da automação, mais iremos precisar de colaboradores que saibam manusear essas máquinas.

Eficiência, agilidade e precisão.

A verdade é apenas uma e não tem para onde fugir: Empresas precisam da automação nos dias atuais, seja pela alta demanda de serviços já que com a facilidade dos serviços de entregas, as pessoas compram cada vez mais pela internet. Estamos cada vez mais acomodados com a ideia de ligar o celular e abrir um aplicativo, comprar algo e esse produto chegar na sua casa sem grandes preocupações. É uma cadeia de acontecimentos, quanto mais ficamos dependentes de tecnologias como essas, mais precisaremos de agilidade e eficiência para entregar o que o cliente espera o mais rápido possível.

Estamos cada vez mais precisando de auxiliares em industrias, visando isso, faz sentido as empresas optarem por um serviço mais barato e mais conveniente para o mercado de trabalho como um todo. Sabendo disso, é preciso entender que a mudança para automatização já iria acontecer, seja agora ou não. A tecnologia está evoluindo diariamente para que um dia tenhamos outras formas de trabalho, outros regimes trabalhistas e assim por diante.

A automação nos armazéns não representa apenas uma ameaça, mas sobretudo uma transformação, impulsionando ganhos de eficiência, capacitação profissional e inovação. Embora exista preocupação legítima com a perda de postos tradicionais, o contexto global aponta que o mercado se adapta tanto quanto exige adaptação, e quem se prepara para as mudanças, tende a encontrar novas oportunidades. O futuro do picking e packing será colaborativo: robôs executam tarefas pesadas e repetitivas, e humanos assumem papéis estratégicos e tecnológicos, se estivermos prontos para essa virada.


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