Segundo notícias que saíram recentemente, as consequências sobre os conflitos ao redor do mundo chegaram ao Brasil e chegaram de uma forma que irá prejudicar grande parte dos empresários e até mesmo, os funcionários.
Em 25/06/2025, foi aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) um aumento de 27% a 30% do álcool em nosso combustível, além disso, o diesel passa de 14% a 15%. Mesmo sabendo dessas informações, você sabe o que isso significa para sua empresa ou para você, pessoa física?
O uso de etanol nos combustíveis teve seu início em meados de 1930, mas só ganhou força em grande escala e disponibilidade de uso, em 1970.

A proposta foi feita com o objetivo de abaixar os valores atuais do combustível no Brasil, deixando mais acessível e autossuficiência, já que iremos ser menos dependentes da extração de petróleo. Porém não é o cenário que podemos acompanhar atualmente, o Brasil é autossuficiente em petróleo há mais de 2 décadas, então o por que ainda importamos? Por que temos tanta dificuldade em se sustentar, já que nos últimos anos, nossa produção só tem avançado e os últimos dados diz que produzimos mais de 1,2 bilhão de barris por ano.
A verdade é que estamos analisando se essa situação é a melhor decisão, as pesquisas dizem que pode possibilitar a redução de R$ 0,11 por litro no preço da gasolina e isso foi comemorado por muitas pessoas. Além de que ministro Alexandre Silveira calculou que a novidade irá promover R$ 10,4 bilhões ao todo.
Agora a pergunta é, essa mudança pode prejudicar meu veículo de alguma forma? Seguimos com um padrão de combustível e diesel durante muitos anos, os automóveis foram produzidos com uma certa expectativa cobrada deles, de que o combustível adulterado ao álcool não o prejudicasse. Segundo o Ministério de Minas e Energia, todo teste também teve como objetivo adulterar, mas se certificar que as mudanças feitas no combustível, não seria um empecilho para veículos com danos potenciais.
A partir de 1º de agosto, a gasolina já estará com essa nova padronização, independente se discutirmos sobre esse assunto ou não. Já foi decidido e agora apenas teremos que entender como isso irá impactar positivamente e negativamente o cotidiano das empresas e da sociedade, como um todo. Essas mudanças podem ter seus pontos negativos, mas foi planejada visando principalmente a independência do Brasil dentro do mercado de petróleo, já que mesmo extraindo quantidades absurdas todos os anos e que até ultrapassa nosso uso, ainda assim dependemos de outros combustíveis.
O mercado brasileiro de Petróleo vem crescendo cada vez mais dilemas, tanto sobre essa nova mudança, como também sobre a estabilidade dos preços. Já que parte do nosso consumo de combustível vem de importação, esse assunto vai continuar aparecendo e se tornando cada vez mais falado com o passar dos anos, a população demonstra cada diz mais descontentamento com o valor da gasolina então, essas mudanças previstas para acontecer mês que vem (01/08/2025), irá mudar o mercado seja para uma perspectiva boa ou ruim.
Conclusão: O futuro é mais sustentável ou mais instável?

O Brasil aposta em um modelo energético mais limpo, renovável e nacional. No entanto, há desafios logísticos e econômicos importantes a serem considerados:
- O refino interno ainda não acompanha a produção nacional de petróleo.
- A oscilação dos preços internacionais continua afetando o mercado interno.
- O consumidor ainda sente no bolso a falta de estabilidade no preço dos combustíveis.
A estratégia adotada pode, sim, representar um passo em direção à independência energética e redução da emissão de poluentes, mas isso só será efetivo se houver investimentos em infraestrutura, transparência nas políticas públicas e atenção aos impactos diretos na cadeia produtiva.
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